Dia 22 de abril, a cantora, atriz e performer Jeffe faz sua estreia na primeira edição virtual do Nave Sonora, uma iniciativa totalmente gratuita de capacitação e promoção de encontro de novos talentos da música, com profissionais renomados de diversos segmentos e expertises na área. Jeffe foi uma das seis artistas selecionadas para compor um grupo seleto que recebeu mentorias de uma equipe de alto gabarito formada por Alexandre Matias, Amanda Desmonts, Maurício Bussab e David Dines, Nath Birkholz, Gabriel Spazzaini, Nancy Silva, Flávio Scubi e Anna Turra.
A participação surgiu com um convite dessa última mentora. A arquiteta e lighting designer Ana Turra, responsável pela concepção visual e espacial de shows como Elza Soares, Ana Carolina, Arnaldo Antunes, Anelis Assumpção, entre outros. Turra conheceu Jeffe por meio de uma consultoria cênica cedida para o espetáculo musical “Falando da Vida”, produzido pelo Porto Dragão em fevereiro desse ano. Assim como esse trabalho, o resultado final do Nave Sonora também é um filme musical, onde a artista colocará no palco todo o conteúdo trocado durante as mentorias ocorridas entre 22 de março e 06 de Abril. “Fiquei fisgada pelo seu carisma, que imprimia dentro e fora da tela. Para o Nave Sonora, precisava encontrar alguém que estivesse no início da carreira e no ponto certo para dar um salto, com abertura para ouvir outros profissionais e ser desafiado. Jeffe foi a primeira pessoa que me veio à mente”, elogiou a diretora de palco.
Para seu showcase, a cantora aposta mais uma vez no universo da fantasia, dos sonhos, onde tudo é possível, como acontece no seu recente clipe, “GOZO”. A performance utilizará animações, projeções e participações de outras artistas parceiras de trabalho, como Adna Oliveira, Di Ferreira e a Madame. Com uma equipe super reduzida diante da pandemia
da Covid-19, a gravação será dentro do apartamento do próprio co-produtor musical, Cláudio Mendes, que conta com a estrutura técnica necessária. O repertório será formado por 4 músicas autorais, declamação do poema ““o amor faz sua própria bagunça””, também de Jeffe, mais a canção “Vinho Derramado”, do amigo James Pierre, totalizando 30 minutos de apresentação.
Esse será o primeiro trabalho solo cantando suas próprias músicas e histórias. Como ela mesma frisa, esse convite surgiu após um período de “descasque” sobre seus processos identitários, de reencontro com suas raízes e de acolhimento afetuoso do seu principal público
LGBTQIA+. No contexto de desânimo e de desalento causados pela pandemia e isolamento social, Jeffe deseja nos relembrar a capacidade (ainda) de sonhar, sem limites.