Rede de maquiagem Let’s Make apresenta aumento em fluxo e conversão em vendas

A rede de lojas de maquiagem Let’s Make encontrou na análise de dados de fluxo uma nova forma de entender o comportamento dos clientes e transformar visitas em vendas. Desde que implementou, em abril deste ano, a solução de monitoramento da Seed Digital, a empresa passou a integrar dados de loja com suas campanhas de marketing e já colhe resultados expressivos.

Em uma das ações recentes, uma campanha com produtos de alto desejo de consumo a um preço acessível, o objetivo era impulsionar o tráfego nas lojas físicas. O resultado: a taxa de conversão subiu de 28% para 40% e o fluxo de visitantes aumentou 15% em apenas dois dias.

Mais do que contar pessoas, passamos a entender de fato o comportamento do consumidor, isto é, quando ele entra, quanto tempo permanece e o que o leva a comprar”, explica Fernando Mendes, diretor de operações da Let’s Make. “Esses dados nos ajudam a criar campanhas direcionadas e ajustar nossa operação, como adequar o número de atendentes em horários de pico ou reforçar a exposição de produtos de maior interesse.”

Do digital para o físico

O caso da Let’s Make exemplifica uma tendência crescente no varejo: usar a inteligência do marketing digital, com seus dados e métricas, também no mundo físico. Segundo Sidnei Raulino, fundador e CEO da Seed Digital, esse movimento tem crescido no Brasil e representa uma das principais fronteiras de inovação no setor.

As lojas físicas já têm hoje o potencial de aplicar o mesmo raciocínio de performance que existe no Google Analytics. Ao medir fluxo e comportamento de visitantes, o gestor consegue saber se sua campanha realmente trouxe clientes até o ponto de venda e quanto ela gerou de retorno”, destaca Raulino.

A Seed Digital monitora atualmente mais de 58 milhões de visitantes por ano em lojas espalhadas por todos os estados brasileiros. Os dados coletados geram indicadores de performance e inteligência que ajudam marcas a compreender padrões de consumo, horários de maior movimento e oportunidades de conversão.

Varejo físico continua dominante, mas precisa de inteligência

Embora o comércio eletrônico siga crescendo, as vendas em lojas físicas ainda representam 91% de todo o faturamento do varejo brasileiro, de acordo com a FTI Consulting. No terceiro de 2025, o movimento de visitantes no varejo aumentou 0,8% em relação ao mesmo período de 2024, segundo o Índice de Intenção de Compra no Varejo (IICV Seed). Porém, o volume de vendas recuou -0,5% no trimestre, conforme o Índice do Varejo Stone (IVS) —, o que indica que o desafio atual é converter fluxo em resultado.

O dado é o elo que faltava entre o clique e a visita física. Quando o varejista entende isso, começa a transformar o digital em ferramenta para ativar o ponto de venda de forma mensurável”, completa Raulino.

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