Festival acontece de 21 de outubro a 1º de novembro, com 64 apresentações artísticas de atrações locais, nacionais e internacionais. A abertura oficial será no dia 23, em Fortaleza e Paracuru.
A dança vai ocupar teatros, praças, escolas e outros espaços culturais do Ceará com a realização da 10ª Bienal Internacional de Dança do Ceará De Par em Par. Entre os dias 21 de outubro e 1º de novembro de 2026, o evento reúne 64 apresentações artísticas de 43 atrações locais, nacionais e internacionais, além de oficinas, seminários, exposições, residências e videocasts. Todas as atividades têm acesso gratuito.
A programação começa nos dias 21 e 22 de outubro, em Juazeiro do Norte, e segue pelo Crato, Fortaleza, Paracuru, Pacatuba, Canoa Quebrada, em Aracati, Baturité e Guaramiranga. A abertura oficial está marcada para 23 de outubro, simultaneamente em Fortaleza e Paracuru.
Criada como a edição dos anos pares da tradicional Bienal Internacional de Dança do Ceará, realizada desde 1997, a Bienal De Par em Par chega à décima edição reforçando a descentralização cultural e o intercâmbio entre artistas de diferentes territórios.
“Essa escolha consciente reafirma a descentralização cultural, permitindo que a arte ganhe novos sotaques, fortaleça redes locais e chegue a cada vez mais pessoas”, afirma David Linhares, criador e diretor da Bienal de Dança.
Programação começa no Cariri
Juazeiro do Norte e Crato abrem a programação da 10ª Bienal De Par em Par. Em Juazeiro, as apresentações ocorrem nos dias 21 e 22 de outubro, no Teatro do Banco do Nordeste Cultural. No Crato, o Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo recebe atividades nos dias 21, 23 e 24.
A primeira apresentação desta edição será o espetáculo Água Viva, de Clarice Lima, Cláudia Pires e Rosa Ana Fernandes, artistas do Ceará. A apresentação ocorre no dia 21, às 15h, em Juazeiro do Norte. No mesmo horário do dia seguinte, o público poderá conferir Floresta de Pedras, da Cia Alysson Amâncio, também cearense.
No Crato, o Grupo Três em Cena, de Goiás, apresenta Contenção no dia 21, às 19h, no Terreiro das Artes, no Centro Cultural do Cariri. Na sexta-feira, 23, a Cia Alysson Amâncio retorna ao espaço com Roma dos Pobres, às 18h30, no Pequeno Palco.
A programação no Cariri ganha novos destaques no sábado, 24. Às 18h, o Pequeno Palco recebe Vogue Funk, da Patfudyda/Quafá Produções, do Rio de Janeiro. Em seguida, no espaço Parque (Teatro pra Fora), haverá apresentações de grupos musicais vinculados ao Ceará Sinfônico, iniciativa da Secretaria da Cultura do Ceará voltada ao fomento da música instrumental e ao apoio às bandas de música.
Outro destaque é a apresentação de Giselle – Ato II, da São Paulo Companhia de Dança, no teatro do Centro Cultural do Cariri. A montagem de Lars Van Cauwenbergh parte da obra clássica de 1841, criada por Jules Perrot e Jean Coralli, com música de Adolphe Adam.
Fortaleza e Paracuru recebem abertura oficial
Em Fortaleza, a abertura oficial será realizada no dia 23 de outubro, a partir das 17h30, no Cineteatro São Luiz. A programação começa com Contenção, do Grupo Três em Cena, seguida pela cerimônia de abertura e pela apresentação de Giselle – Ato II, da São Paulo Companhia de Dança.
Na mesma noite, a programação segue para o Pirata Bar, com a festa ForRock, que integra a Bienal D’Iracema. O evento reúne as atrações cearenses Farra dos Bons, Mateus Fazeno Rock e DJ Guga de Castro.
Em Paracuru, as atividades acontecem nos dias 23 e 24 de outubro, na Praça da Matriz. No primeiro dia, a partir das 19h, a cerimônia de abertura será seguida pelo espetáculo Joia, criação de Jorge Garcia, de São Paulo, com a Escola de Dança de Paracuru. Na sequência, a Cisne Negro Cia. de Dança apresenta Cisne em Movimento.
O espetáculo reúne quatro obras do repertório da companhia: Sabiá (1988), Cálice (2019), Prece (1988) e Four Seasons For Three (2025). Fundada em São Paulo há 49 anos por Hulda Bittencourt, a Cisne Negro é reconhecida como uma das companhias de dança contemporânea de destaque no país. No dia 24, o grupo também se apresenta no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza.
Artistas do Ceará, do Brasil e do exterior integram a programação
A 10ª Bienal De Par em Par reúne artistas e companhias de diferentes regiões do Brasil e de outros países, ampliando o diálogo da dança com linguagens como teatro, cinema, música, artes visuais e audiovisual.
Entre os representantes do Ceará estão Andreia Pires, Ballet Mônica Luiza, Cia Alysson Amâncio, Cia de Dança Mosaico40, Denise Parra, LolyPop Urban Art, Mara Alexandre, Maria Epinefrina e Wellington Gadelha. A programação também inclui a Paracuru Companhia de Dança, Andrei Bessa, Clarice Lima e trabalhos de estudantes e artistas vinculados a instituições de formação, como a Vila das Artes, a Escola Porto Iracema das Artes e a Universidade Federal do Ceará.
A lista de atrações de outros estados inclui a São Paulo Companhia de Dança, a Cisne Negro Cia. de Dança, a GRUA, Cristian Duarte /em companhia, o Grupo Três em Cena, a Quasar Cia. de Dança, a Cia REC, Alice Ripoll, Patfudyda/Quafá Produções, Marcelo Evelin, Cia Giradança, Erivelto Viana e Cia Ananda, entre outros nomes.
A programação internacional conta com o Collectif ZOT, da Guiana Francesa e de Guadalupe; a Cie La Mangrove, de Guadalupe; Salia Sanou, do Centre Chorégraphique National de Nantes, na França; e a Companhia Dame de Pic/Cie Karine Ponties, da Bélgica.
Festival aposta em acessibilidade, inclusão e descentralização
A diversidade cultural é um dos eixos desta edição, com atenção à acessibilidade, à inclusão e a perspectivas decoloniais. A proposta valoriza as heranças da diáspora negra e as culturas dos povos indígenas, convidando o público a refletir sobre hierarquias e a reconhecer diferentes experiências e formas de expressão.
Além dos espetáculos, a Bienal promove atividades de formação, experimentação e encontro entre artistas e público. Em Fortaleza, a programação ocupa espaços tradicionais, como o Cineteatro São Luiz, o Theatro José de Alencar e o Teatro B. de Paiva, no Hub Cultural Porto Dragão, além de locais como a Ponte dos Ingleses, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará, no Dragão do Mar, e o Pirata Bar.
A edição também conta com a Casa Movimenta, na Praia de Iracema, criada em parceria com o Laboratório de Experimentações em Audiovisual e programas da Universidade Federal do Ceará. O espaço busca fortalecer a convivência, os debates e a experimentação artística em diálogo com a comunidade.
No interior, as atividades chegam a espaços públicos e instituições de ensino. Em Pacatuba, a programação inclui escolas indígenas e unidades de educação; em Canoa Quebrada, haverá atividades na praça, no Circo Escola e nas falésias. Baturité e Guaramiranga também recebem apresentações em espaços culturais e públicos.
Bienal completa quase três décadas de trajetória
Lançada em outubro de 1997, a Bienal Internacional de Dança do Ceará consolidou-se como um dos projetos culturais de longa duração do estado, promovendo a difusão, a criação e a formação artística. Em 2008, a organização criou a versão De Par em Par para os anos pares, como desdobramento da edição tradicional.
A 10ª edição reafirma a proposta de ampliar o acesso à dança e estimular o intercâmbio entre artistas experientes, jovens criadores e públicos de diferentes cidades.
A Bienal Internacional de Dança do Ceará De Par em Par é realizada pela Indústria da Dança do Ceará e pela Proarte – Associação dos Produtores de Artes do Ceará. O evento integra a rede de ações artísticas brasileiras fomentada pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas e conta com apoios institucionais e culturais de órgãos públicos e parceiros.
Serviço
10ª Bienal Internacional de Dança do Ceará De Par em Par
- Data: de 21 de outubro a 1º de novembro de 2026.
- Abertura oficial: 23 de outubro, em Fortaleza e Paracuru.
- Cidades: Juazeiro do Norte, Crato, Fortaleza, Paracuru, Pacatuba, Canoa Quebrada/Aracati, Baturité e Guaramiranga.
- Acesso: gratuito.
- Programação completa: bienaldedanca.com
